III Encontro
A Força do Associativismo (Setembro 2004)
Como a união faz a força, em 2004, o tema girou em torno da “Força do Associativismo”.
No III Encontro de Gerações, as autoridades reconheceram a necessidade de investir mais nas comunidades da diáspora. O microfone virou-se para as empresas, as associações, os clubes e as instituições que falaram do seu contributo para manter arreigadas as raízes lusas na terra de Bolívar. Vontade não lhes falta. Contudo, para que a força do associativismo continue a assumir muitas vezes o papel do Estado na transmissão do património cultural, as novas gerações de lusodescendentes, pediram mais atenção e empenho a quem governa, a fim de que estas organizações continuem a ser testemunhos do valor da integração.
O evento contou com a participação de emigrantes vindos de todas as localidades da Venezuela. Em frente de um auditório de várias gerações de portugueses, dois jovens luso-venezuelanos residentes em Puerto Ordaz e Yaracuy desabafaram sobre a necessidade das comunidades do interior do país receberem maior atenção.
A reivindicação foi unânime e subscrita, em parte, por Pedro Barros, jovem membro do Grupo Folclórico de Puerto Ordaz: «Precisamos que os nossos representantes se ocupem e tenham maior preocupação por nós, porque a comunidade lusa está espalhada por toda a Venezuela e não só em Caracas", ressaltou.
A Federação de Centros Portugueses da Venezuela (Feceporven), na voz do seu presidente, Marcelino Canha, salientou que o governo português deveria dar um maior apoio logístico e financeiro ao associativismo das comunidades «na medida em que estas conseguem ser, apesar de tudo, o meio mais barato que o governo pode ter para incentivar uma comunidade que por muitos anos e devido ao nosso passado histórico esteve afastada de uma democracia».
Os novos actores em cena são os jovens profissionais lusodescendentes. Para eles, foi a interrogação mais comprometedora da noite. Quem vai continuar com a trabalho que começaram os pais à frente da direcção destas associações? Este foi o repto apresentado por vários oradores às segundas e terceiras gerações de portugueses: manter vivas as organizações que já estão edificadas e renová-las. Para atingir este objectivo, surgiu mais um pedido. Neste caso, às direcções de cultura do governo português, para que, com os seus recursos e conhecimentos, enriqueçam os valores e tradições portuguesas que já existem na Venezuela.
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Oradores convidados
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| Vasco Bramão Ramos
Embaixador de Portugal na Venezuela
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| Miguel Da Gama
Director dos supermercados Excelsior Gama
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| Liliana Farias
Representante na América Central dos luso descendentes no fórum mundial de jovens
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| Cremilde Andrade
Presidente da Sociedade de Beneficência das Damas Portuguesas
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| José Fernández
Porta-voz da comunidade do Yaracuy
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