Lições de humildade
O 2º Encontro de Gerações, ocorrido no início do mês, em Caracas, foi memorável. Desfez algumas dúvidas. Desmistificou teses caducas. Permitiu dar voz a quem, habitualmente, não tem palco, microfone e
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RICARDO MIGUEL OLIVEIRA
(DN/MADEIRA)
O 2º Encontro de Gerações, ocorrido no início do mês, em Caracas, foi memorável. Desfez algumas dúvidas. Desmistificou teses caducas. Permitiu dar voz a quem, habitualmente, não tem palco, microfone e direito a fotografia. Lançou desafios e gerou inquietações. Provou quão dinâmica é a comunidade lusa na Venezuela. Confirmou as potencialidades de uma nova geração que, não só honra os valores herdados de seus pais e avós, como teima em demonstrar que a sua ligação às origens não depende apenas de memórias vãs ou do nome da família. Mais do que um evento mediático, inexplicavelmente "silenciado" por quem, na comunicação social portuguesa, tem responsabilidades de serviço público, o Encontro valeu por si mesmo. Pela adesão significativa, coragem dos testemunhos, subtileza das críticas e vontade de manter viva a união de culturas.
Perante tamanho orgulho em ser português, a banalidade de algumas chantagens sem rosto e a mediocridade de opiniões de alguns desesperados, por muito que incitem ao divisionismo, não passam de desabafos de ressabiados e de complexados que esbanjaram oportunidades e continuam a não saber ser humildes. 6/15/2003
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