Sónia Gonçalves
(DN Madeira)
O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga, vai estar presente no IV Encontro de Gerações, que teve de ser adiado para o dia 15 de Outubro, consoante a disponibilidade da agenda do representante do Governo da República. É a primeira vez que o secretário de Estado visita oficialmente a Venezuela e o seu contributo no encontro deverá ser determinante para evidenciar a importância dos portugueses e dos lusodescendentes no desenvolvimento da Venezuela. O IV Encontro de Gerações, que inicialmente estava previsto para o dia 24 de Setembro, é uma iniciativa organizada pelo CORREIO, pelo BANIF e pelo DIÁRIO e pretende discutir questões que interessem a todas as gerações luso-venezuelanas. O objectivo principal deste encontro é ilustrar o papel dos emigrantes e dos seus descendentes no desenvolvimento do país. É que há portugueses e lusodescendentes que ocupam lugares de destaque nos diversos sectores da actividade venezuelana. Uns são políticos, outros autarcas, alguns destacados médicos, advogados, juízes, artistas, empresários, jornalistas, engenheiros e economistas, entre outros. Estas pessoas cumprem não só com o recomendável princípio de integração na sociedade que os acolheu, como são também influentes decisores, quadros de referência e exemplos vivos de participação plena na vida pública e privada da Venezuela. Como tal, podem ser aliados de peso da comunidade e parte fundamental no chamado lobby luso. Assim, no IV Encontro de Gerações, vários portugueses destacados vão testemunhar o seu percurso e dar pistas para uma intervenção mais activa e aberta por parte dos restantes membros da comunidade. Vão revelar-nos a sua experiência de vida em termos de conquista de um espaço na sociedade, dar-nos a sua visão da comunidade portuguesa na Venezuela e dizer-nos se ainda conservam as raízes lusas. Lembre-se que o III Encontro de Gerações, que se realizou em Junho de 2004, serviu para debater o tema "A força do associativismo", promovendo a unidade em função de interesses e problemas comuns e para manter irrigadas as raízes lusas, sem esquecer a importância de enaltecer o dinamismo de uma comunidade que não se acomoda e que resiste a um sem número de contrariedades. A iniciativa serviu para auscultar anseios e preocupações da comunidade portuguesa radicada na Venezuela, bem como para apresentar alguns dos projectos decorrentes das ideias surgidas nos encontros dos anos anteriores.
|