Encontro de Gerações
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ENCONTRO DE GERAÇÕES NO FINAL DE MAIO EM CARACAS

Várias gerações de portugueses radicadas na Venezuela voltam a debater a ligação às origens e a partilhar preocupações
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RICARDO MIGUEL OLIVEIRA
(DN/MADEIRA)

O "Encontro de Gerações", iniciativa promovida pelo DIÁRIO, Banif e Correio de Caracas, o jornal quinzenal da comunidade luso-venezuelana, tem continuidade assegurada, já que a 2ª edição vai realizar-se em Caracas, no próximo dia 31 de Maio. Esta será mais uma oportunidade para auscultar anseios e preocupações da comunidade portuguesa radicada neste país, bem como apresentar alguns dos projectos decorrentes das ideias surgidas no encontro do ano passado.

Em 2002, tanto em Maracay como em Caracas, foram testemunhadas as críticas aos serviços do Estado, nomeadamente ao Consulado- -Geral em Caracas, os desejos de maior proximidade em relação a Portugal e a vontade de canalizar a grande força da comunidade e lançá-la nos lugares-chave da sociedade venezuelana. Desafios que não caíram em "saco roto" e que levaram, nos primeiros dias deste mês, os directores das três entidades a ouvir os portugueses que vivem na Venezuela, com o intuito de preparem o 2º encontro.

Nesta primeira abordagem, foram recuperadas algumas das ideias saídas do primeiro encontro, realizado a 18 e 20 de Maio de 2002, com os diversos intervenientes a fazerem um balanço positivo à semente então lançada, sobretudo porque serviu para deixar falar diferentes gerações, para pensar o futuro e exigir atenção às autoridades lusas.

Das propostas lançadas, umas já se concretizaram, casos da reactivação da Câmara de Comércio Luso-Venezuelana, a melhoria de conteúdos da RTP Internacional e a tentativa de agrupar profissionais lusodescendentes ligados à saúde. Outras foram colocadas às entidades competentes ou estão em marcha, matérias como a realização dos Censos à comunidade lusa, a preservação do folclore, o lançamento de uma página na Internet, a cooperação com organismos e instituições nacionais, casos da Universidade da Madeira e do ICEP, a aposta decidida na língua portuguesa, o lançamento da Federação de Empresários Profissionais, a revisão da lei da nacionalidade e a criação do Museu do Emigrante.

A nova geração de lusodescendentes mostrou-se preocupada com as equivalências. Continuam a ser problemáticas, fazem-se cadeira a cadeira, embora haja o compromisso do Governo Regional de «procurar obter, junto do Governo da República, a flexibilização dos mecanismos das equivalências académicas aos lusodescendentes, sem prejuízo das normas, quer internas quer da União Europeia, por forma a que possam utilizar as suas habilitações literárias em Portugal». O ensino da língua também suscitou inúmeras queixas, tal como a dificuldade no acesso à informação. Enfim, assuntos a merecerem respostas inequívocas dentro de dias.

4/20/2003


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