Délia Meneses
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Por parte dos políticos presentes no VI Encontro de Gerações, houve uma espécie de comprometimento, como é exemplo o discurso do vice-ministro venezuelano das Relações Exteriores para com a Europa. "Temos sido muito descuidados no acompanhamentos dos acordos assinados e em tudo aquilo que já devíamos ter feito com países como Portugal". O diagnóstico foi frontal e directo.
O vice-ministro disse ao auditório que não estava no encontro só por iniciativa própria. "O presidente Chavez pediu-nos que fizéssemos o impossível por nos aproximarmos dos luso-venezuelanos para que estes se envolvam com toda a confiança na transformação do país". Disse ainda que a comunidade portuguesa é a principal responsável pelo reforço e intensificação das relações entre os dois países.
O tema da "nova Venezuela" não escapou ao discurso e Rodrigo Chaves insistiu que é fundamental que os luso-venezuelanos se integrem activamente no processo de industrialização. "Estamos numa nova etapa. É verdade que existem problemas, mas com o dialogo e o intercâmbio de ideias vamos superar as diferenças que possam existir".
António Braga, secretário de Estado das comunidades portuguesas concordou com Rodrigo Chaves no sentido de que "muitas vezes assinamos acordos que ficam adormecidos, porque lhes falta uma componente pratica e operacional". Garantiu que com esta visita as autoridades portuguesas e venezuelanas se comprometeram a mudar esta situação. "Foram feitos acordos na área tributária, na judicial, na luta contra o narcotráfico".
Na área do ensino da língua, António Braga anunciou que as universidades de ambos os países vão celebrar acordos a fim de criar fórmulas para que a Venezuela possa ter "professores formados com competência e altura que ensinem o idioma português".
O secretário de Estado qualificou a visita à Venezuela como "muita rica", graças ao empenho do embaixador da Venezuela em Portugal, Lucas Rincón, que facilitou o encontro com autoridades de alto nível do governo de Chávez.
Para o governante português, foi uma amostra da atenção especial que tem tido o governo português para com a comunidade lusa da Venezuela, que se evidencia no facto desta ser a sua terceira visita oficial ao país em dois anos de governo, em contraposição com o facto de ainda não ter visitado algumas comunidades portuguesas na Europa.
Por sua parte, o director geral das Comunidades Portuguesas, em Lisboa, José Manuel da Costa Arsénio, afirmou que a relação entre os dois países atinge uma "fase extraordinariamente benéfica e promissora". Num tom extremamente optimista, disse que a comunidade luso-venezuelana "tem todas as razões para continuar a confiar neste país". Contrariou os rumores geradores de medo porque, na sua opinião, "a Venezuela é um país que respeita os emigrantes e essa é uma linha que vai continuar".
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