Encontro de Gerações
Sábado, 04 de Setembro de 2010 | 07:41 pm
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político, entre outros, que reside na comunidade lusa, para incorporá-lo no desenvolvimento das acções do associativismo dentro e fora das suas instalações", ressaltando a importância que têm aqueles que não são sócios dos clubes."Muitos luso-descendentes não estão associados a nenhum centro da nossa comunidade". É por isso que, segundo Teixeira, os clubes devem trabalhar de mão dada com o resto da sociedade, não apenas lusa, mas venezuelana em geral, tal como o faz há mais de 40 anos o bairro El Cardonal , no estado Vargas. "Imaginemos se 1% dos luso-venezuelanos fizessem diversas actividades com sentido comunitário e que isso correspondia a um plano concebido e estimulado pelas casas matrizes do associativismo existentes. Imaginemos e aceitemos o desafio", finalizou. Presença do legado lusoJosé Luís Rodrigues, advogado e administrador que exerce as funções de Alcalde de Carrizales, no estado Miranda, sublinhou "o quão benéfico será para a Venezuela e Portugal cada um dos acordos assinados por ambas as nações". Rodrigues referiu-se não apenas à comunidade portuguesa que reside no país, mas sim a todos os venezuelanos, "que poderão perceber os benefícios desses acordos já que ajudarão a desenvolver áreas fundamentais como a economia, a produção e o comércio, a cultura, entre outras áreas do país". Para além disso, instou a fortalecer a participação dos luso-descendentes. "Devemos ter cada dia maior protagonismo e em cada lugar onde trabalhemos temos que dar exemplo dos valores que os nossos pais nos inculcaram", o que constitui "o verdadeiro tesouro que herdamos deles".Rodrigues, que está há quatro mandatos como alcalde de um município com quase 100 mil habitantes (entre eles, 30 mil portugueses em todos os Altos Mirandinos), disse estar "muito satisfeito com a presença da comunidade lusa nesta região" e para além disso destacou o forte movimento comercial, "onde contamos com o apoio de empresários portugueses como mostra de solidariedade social em obras como a construção do Santuário da Virgem de Fátima" em Llano Alto.

  Homenagem a um grande madeirense

O VII Encontro de Gerações serviu de cenário para que, em nome da comunidade portuguesa que reside na Venezuela, os organizadores do evento homenageassem Agostinho Macedo, fundador de uma das cadeias de supermercados mais importantes do país, o Central Madeirense. O empresário, que assistiu ao evento acompanhado pela família, subiu ao palco e ouviu as palavras que lhe foram dirigidas por Machado Andrade, administrador do Banif. Aquele responsável explicou as razões de tão merecida distinção e iniciou a sua alocução relatando que "em 1995, uns anos antes de colocarmos em marcha o Encontro de Gerações , recordo um pequeno-almoço aqui em Caracas em que o Sr. Agostinho Macedo agradecia a nossa visita". Naquela altura, o empresário exortou a que fizesse algo para atrair a atenção e o interesse da segunda e terceira geração de portugueses, mas que também deveriam vir preparados para ouvir e falar com os membros da comunidade que vivem na Venezuela. "Recordo particularmente a forma sentida, a sua voz embargada, no momento em que nos desafiava, o que retrata a forma comovida como sente as coisas da Comunidade portuguesa", disse Machado Andrade, acrescentando que "hoje, é com orgulho que vemos que o Encontro de Gerações cumpre esses dois caminhos que sabiamente o Agostinho Macedo nos indicou". "Pelo desafio que nos lançou, pela forma como sempre acarinhou esta iniciativa e também pelo seu imenso contributo à Comunidade portuguesa na Venezuela, gostaria de deixar aqui expresso o nosso profundo agradecimento".O administrador do Banif pediu ao primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, que fizesse as honras de entregar a placa de reconhecimento ao comerciante português. O governante entregou o prato que expressava, com a palavra "Obrigado" o que cerca de 100 mil portugueses sentem por quem lhes deu uma mão, um apoio e trabalho numa terra a que acabavam de chegar, vindos de Portugal.


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