Yamilem González
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A V edição do Encontro de Gerações acontece já no próximo dia 27 de Maio. "Presença portuguesa nas artes, a cultura e o desporto" é o lema desta edição. Três pessoas da comunidade que participaram em vários encontros anteriores falam sobre a importância da iniciativa e sobre possíveis temas que gostariam que fossem tratados em futuras edições, tendo em conta o alcance que este evento anual tem, chegando a todos os portugueses e luso-descendentes na Venezuela.
Fernando Jardim Empresário
Seria interessante que no próximo Encontro de Gerações se possam planear iniciativas de negócio entre a Venezuela e Portugal, onde as novas gerações possam intervir. Conhecer experiências passadas, as vias e canais para que estas novas gerações e as próximas possam estabelecer vínculos afectivos, culturais e familiares. E que o possam fazer através das suas próprias empresas e interesses comerciais ajudando ao fortalecimento económico de ambas as nações. Outro tema a tratar seria a participação dos luso-descendentes na actividade política da nossa nação.
Sérgio de Abreu Presidente da Câmara de Comércio de Bocaduchire
Um tema para o Encontro de Gerações poderia ser "Quem somos", já que escutamos há muitos anos histórias dos nossos familiares, de como chegaram a este belo país. Mas pergunto-me: Há como saber a história de outros portugueses? As histórias são diferentes umas das outras, umas estão mais cheias de tristeza, outras de alegria e quiçá muitas estão envoltas em suspense, mas todas indubitavelmente separadas umas das outras. Quem sabe se possa debater este tema num futuro Encontro de Gerações, já que neste evento se reúne o melhor dos nossos emigrantes. Para poder saber para onde vamos, é primordial saber quem somos e de onde e como viemos parar a esta terra.
Albertina de Sá Ex-presidente do Centro Atlântico Madeira
Um possível tema a tratar no próximo Encontro de Gerações poderia ser a recente Lei da Nacionalidade para filhos e netos de portugueses. Este tema tem gerado grande controvérsia e grandes dúvidas na comunidade. Ouve-se dizer que os nossos filhos e netos podem ser nacionalizados portugueses, mas isso não é assim tão fácil. Seria muito mais proveitoso que, tanto os emigrantes como os luso-descendentes, dessem o seu acordo ao que está previsto na lei. Que reflectissem sobre os prós e contras no momento de adquirir a nacionalidade, sobretudo os jovens que expressaram a necessidade e desejo de se tornarem portugueses, não tanto para emigrar, mas para ter ligação à comunidade europeia, o que lhes traria grandes benefícios na vida pessoal e profissional.
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